(Antes do prólogo de fato, algumas explicações: este é um conto sobre Recife. Será postado aos poucos, em capítulos. Como não terminei, não sei se terá fim. Espero que tenha..e espero q seja um final feliz hehehe)
PRÓLOGO
Não estamos na Chicago dos anos 1940. Não há um plano diabólico por trás dessas mortes. A temperatura não permite o uso de sobretudos. A vida é a cores.
Às três horas da madrugada ele sabia que corria perigo. A cada manchete uma morte anunciada. Ele andava o mais rápido que podia com seu gol prata 2002. Ela pedia para ele ir mais devagar...Não adiantava nada fugir da morte com o risco de ir a sua direção. Ele obedeceu. A Avenida Conde da Boa Vista parecia interminável. Então ele viu: parado, todo de negro, no meio da pista, com uma 9mm apontada na direção do carro.
-Pára, Maurício!- Ela pediu, desesperada. Foi atendida, não havia o que fazer.
Desceram do carro, obedeciam aos comandos do pária. Enquanto ela chorava, apoiada em um poste sujo de publicidades, ele passava carteira, celulares e a chave do carro. Fixava o olhar naquela figura: a magreza lhe era alarmante, talvez estivesse doente; os cabelos escuros desalinhados; uma crosta de fuligem acinzentava a pele clara do fantasma; os olhos eram escuros, frios, mortos; tremiam-lhe as mãos. Estava, certamente, drogado.
O carro engasgou, como se não quisesse obedecer ao seu novo guia. A cólera lhe subiu a cabeça. Mas, este acaso o fez lembrar uma coisa: checar o que havia recebido. A carteira estava vazia. Sem dinheiro ou documentos, exceto por uma carteira estudantil de 1996 com uma foto de Maurício recém-saído da infância. Fora enganado. Não hesitou: saltou do carro com a pistola em punhos e atirou. Seis tiros na direção dos vultos na calçada. Seis tiros certeiros. Quatro nela.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
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3 comentários:
morreram?
aguardo o próximo capítulo...
não consigo vislumbrar um final feliz...
mas
Pode até ser que tenha um final feliz, mas nesse caso, o conto teria que ser espírita!!! Será q é?!!! Fernanda Diniz
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